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Os Paradoxos da Sabedoria Oculta


Magia é a divindade do homem conquistada pela ciência em conjunção com a fé; os verdadeiros magos são Deuses-Homens, em virtude da sua íntima união com o princípio divino. Eles não têm medo nem desejos; não se deixam dominar pela falsidade; não endossam erros; amam sem ilusão e sofrem sem impaciência; pois deixam que as coisas sigam seu curso, e repousam na quietude do pensamento eterno. Os verdadeiros magos apóiam-se na religião, mas esta não lhes pesa sobre os ombros; a religião é a Esfinge que obedece, sem nunca devorá-los. Eles sabem o que é a religião e sabem ser ela necessária e eterna.

Para as almas degradadas, a religião é um grilhão impingido através do interesse rasteiro, da pusilanimidade, do medo e das loucuras da esperança. Para as almas elevadas, a religião é uma força resultante de uma intensa dependência ao amor da humanidade.

A Religião é a poesia coletiva das grandes almas. Seus mitos são mais verdadeiros que a Verdade propriamente dita; mais vastos que o Infinito; mais duradouros que a Eternidade; por outras palavras, são essencialmente paradoxais.

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