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Cristianismo e Catolicismo

Escritores de grande talento trataram de mostrar-nos os feitos gloriosos do cristianismo. Mas, ainda que suas melhores obras sejam lidas com grande admiração, não se encontrará nelas o que seu autor tentava demonstrar, no meu entender, vendo que substituíram muitas vezes os princípios por jogos engenhosos de eloqüência e, inclusive se o desejarmos, pela poesia. Eu não os leio sem a mais extrema das precauções. E, se faço algumas resenhas sobre seus escritos, como ouso permitir-me, não é certamente nem como ateu nem como incrédulo. Tenho combatido, por muito tempo, os mesmos inimigos que atacam esses autores, e meus princípios me fizeram, com a idade, adquirir maior consistência.
Não é, tampouco, como literato nem como erudito que oferecerei minhas observações, ainda que deponha sobre estes dois pontos as vantagens de que não carecem. É como aficcionado pela filosofia divina que me apresentarei na lide, e sob este título não se devem desprezar as reflexões de um colega que, como eles, ama acima de tudo a verdade.