Contos

Os Sete Corpos

Um dia destes enquanto dormia tranqüilamente, meus sete corpos se sentaram e começaram a falar
em voz baixa, e travaram o seguinte diálogo:
Primeiro corpo: aqui, junto a este sujeito, tenho vivido todos estes anos, sem ter outra coisa a fazer
senão renovar sua dor durante o dia e reviver a sua tristeza durante a noite. Não posso suportar por
mais tempo meu destino e me revelarei contra ele!
Segundo corpo: tua sorte é melhor do que a minha, porque a mim me foi designado ser a parte
alegre e feliz deste sujeito. Eu vivo a suas risadas, canto suas horas felizes e danço seus mais
luminosos pensamentos, sou eu quem deveria de se revelar contra tão fatigosa existência!
Terceiro corpo: e eu o que teria que dizer então? Sou o corpo encarregado do amor, sou a tocha
ardente das paixões selvagens e dos mais fantásticos desejos. Sou eu o corpo doente e fatigado que
não consegue viver o amor e a ternura, portanto sou eu quem me deveria de revelar contra este
sujeito!


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