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Ecce Homo

Quando no campo das ciências exatas e naturais, nos defrontamos com os axiomas, não nos perguntamos porque são verdadeiros. Estamos convencidos que encontram resposta em si mesmos.

Tal sensação pode ser explicada pela relação que existe entre a exatidão daqueles axiomas e a centelha de verdade que brilha em nossa mente. É como se nos encontrássemos em frente a dois raios de uma mesma fonte de luz, que mesmo parecendo distantes um do outro, unem-se pela sua analogia e penetram-se transmitindo calor e luz reciprocamente.

Perceber a verdade que os axiomas nos ensinam, mesmo parcialmente, pode ser importante para nós, mas a existência desses dois elementos essenciais que acabamos de conhecer não determinam nem a exatidão do axioma nem a centelha de verdade em nossa mente. Ambos são dotados de uma vida natural própria, sem perigo de se anularem, podendo os dois raios se separarem sem produzir nenhum efeito, enquanto não perderem a sua essência e o seu caráter constitutivo. Um matemático poderia encontrar-se imerso no sono; isso certamente não impediria a verdade geométrica de existir, nem o engenheiro de possuí-la ou servir-se dela no momento oportuno.

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