Poemas

Oitava

O que eu penso do centro
O que do centro eu penso
Penso em Adão eternamente perdoado
Penso nele e em Eva pelo Pai ordenados
Penso nele pensando
Eli Eli por que me abandonastes?


Penso em Caim
Filho e pai de toda dor eterna
Dele também nascerá o redentor da queda
E então penso em mim
E o que de mim mesmo penso.


O que eu penso do centro
O que do centro eu penso
O Dez, o Três e o Sete
Em todo visível e invisível universo
No circulo fechado por Seth
Adonai dentro e por fora o inverso
No ritual da justiça ou da glória
Penso em Deus que nos ama
Em sua Lei, na derrota ou na vitória.


O que eu penso do centro
O que do centro eu penso
Penso então no infinito pensamento
E o Eterno assim pensando comigo
E toda nata liberdade no momento
Aprisionada ao pensar com o inimigo
Penso que minha alma chora e grita
Eli Eli por que me abandonastes?


Pensemos no sopro que a água agita
Sintamos o fogo da fé que comunica
Na perseverante alma que a Luz respira
Oitava a oitava a terra da plena Vida


Pensemos em nossa alma aflita
Deixemos de tatear na escuridão
Pensar é nossa cruz e também nossa salvação
Se pensamos Jeschua e não na ilusão
Pensemos em nossa alma que chora e grita
Eli Eli por que me abandonastes?


O que eu penso do centro
Em seus seis raios de perdão
Que dele Deus não cesse operar
Seu amor em nosso pensamento
E seu pensamento em nosso coração

 

Barul Cruz


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