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O Enigma de Martinez de Pasqually

A história das organizações iniciáticas é com freqüência muito difícil de esclarecer, o qual se
compreende facilmente considerando que a natureza mesma da matéria contém demasiados
elementos estranhos aos métodos de investigação que dispõem os historiadores comuns. Para
comprová-lo não é necessário sequer remontar-se muito atrás no tempo, basta considerá-lo.
Se nos remontarmos ao século XVIII: ali se podem perceber, se bem coexistentes com as
manifestações do espírito moderno no que tem de mais profano e anti-tradicional, os que poderiam
considerar-se últimos vestígios verdadeiros de diferentes correntes iniciáticas que existiam fazia
tempo no mundo ocidental. Neste século aparecem personagens tão enigmáticos como as
organizações as quais se vinculavam ou nas que se inspiravam.
Um dos tais personagens é Martinez de Pasqually. A propósito das obras que se publicaram nestes
últimos anos sobre ele e sua Ordem dos Eleitos Cohen, de R. Le Forestier e de P. Vulliaud, já
tivemos ocasião de destacar como muitos pontos de sua biografia estavam obscuros apesar da nova
documentação aportada (1). Gérard Van Rijnberk deu a conhecer recentemente outro livro sobre o
tema (2) que contém também documentação interessante e em grande parte inédita. Não obstante, o
qual é quase redundante assinalar, planta mais problemas que os que resolve (3).


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