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Sobre o Iluminismo

Firme sustentáculo das tradições políticas e religiosas, conservador e católico, pensador “reacionário”, o conde Joseph de Maistre foi também o representante de uma tradição mais secreta e mais importante. Seus cadernos de notas nos informam sobre suas leituras e permitem atestar sua curiosidade por místicos como Jacob Boehme, Mme. Guyon, Eckartshausen, etc. Sobretudo sabemos que, durante longos anos, Joseph de Maistre foi franco-maçom.
Começou pela franco-maçonaria ordinária na Loja dos “Tres Morteros”. Em 1782, numa ”Memória” sobre a maçonaria dirigida ao duque de Brunswick, designa às lojas um papel de círculo de estudos políticos, morais e religiosos. A partir desse momento encontra-se em relação com a maçonaria lionesa de Willermoz, ascendendo aos mais elevados graus. É “Cavaleiro Professo da Ordem dos Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa”, quer dizer, encontra-se no coração de um dos meios ocultistas mais ardentes da época. Nas lojas de Willermoz se conservam os ensinamentos de Martinez de Pasqually, nas quais nem tudo se reduz à Teurgia. E Joseph de Maistre ouvirá ali, com frequência, falar de Saint-Martin, a quem possivelmente chegou a conhecer, teósofo por quem mostraria sempre a mais viva admiração, lendo, relendo, copiando suas obras com as próprias mãos e impregnando-se de seu pensamento. Assim como na Rússia mais tarde, o interesse do conde Joseph de Maistre pelo Iluminismo nunca se apagará.


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