Gitanjali – Poesia Mística

Poemas

Sociedade das Ciências Antigas
Gitanjali – Poesia Mística
Por Rabindranath Tagore

“Prisioneiro, contai-me quem foi que te prendeu?”
“Foi meu mestre” respondeu o prisioneiro, “Pensei que poderia assombrar o mundo com meu poder
e riqueza, e acumulei em meu cofre o dinheiro que pertencia ao meu rei. Vencido pelo sono, deiteime
no leito que estava preparado para meu senhor e, quando acordei, encontrei-me preso em meu
próprio cofre”.
“Prisioneiro, contai-me quem foi que forjou essa inquebrantável corrente?”
“Fui eu mesmo”, disse o prisioneiro. “Fui eu que forjei cuidadosamente essa corrente. Pensei que
poderia prender o mundo com meu invencível poder, e que isso poderia me deixar em
imperturbável liberdade. Noite e dia trabalhei nessa corrente com fogos terríveis e duras e cruéis
marteladas. Quando terminei o trabalho e os elos estavam completos e inquebráveis, descobri que a
corrente acorrentava a mim mesmo”.
FIM

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