Introdução e Visão Geral sobre a obra “O Novo Homem”

Martinismo e Tradição Martinista

De Louis Claude de Saint Martin ou A Iniciação segundo Saint Martin

Esta obra foi composta por Saint-Martin (1743-1803) em Estrasburgo, 1790, no mesmo ano em que escreveu “O Homem de Desejo”. Mostra uma nova orientação de Saint-Martin, pois a partir de 1775 ele se afastou da Ordem dos Elus-Cohen, a qual seguia desde 1768. Desde então, ele passou a seguir a via interior, a via cardíaca, o caminho do Reparador.

Para tanto, ele empreendeu viagens à Inglaterra, Itália e Alemanha, para “estudar o homem e a natureza e comparar o testemunho dos outros com o seu”. Foi em Estrasburgo que ele tomou conhecimento das obras de seu segundo Mestre, Jacob Boehme (1675-1724). Em Estrasburgo, ele também encontra o sobrinho de Swedenborg, herdeiro iniciático de seu tio, o qual aconselha Saint-Martin a escrever “O Novo Homem”.

A idéia central desta obra é a aliança que o homem deve fazer com Deus, mas apenas com aquilo que é fixo e eterno nele. Para isso ele tem de trabalhar a fim de suprimir todas as impurezas que obstruem a porta pela qual a eterna palavra da Divindade deseja entrar. Há necessidade de um tratamento para alcançar esta cura, e para tal existe um medicamento real (a Iniciação). Assim, o velho homem deve abandonar a torrente de iniquidade e se empenhar na purificação. Aquele que se
empenha nessa tarefa é o Homem de Desejo. Esta purificação é uma verdadeira gestação espiritual pela qual o o Homem de Desejo há de fazer nascer nele um Novo Homem.

Saint-Martin nos mostra como é essa cura por que deve passar o homem temporal para reencontrar o estado de pureza que tinha quando de sua emanação. O nascimento desse filho espiritual no homem é o desenvolvimento e a manifestação do que era o homem primitivo. Para ele, não necessidade imprescindível de teurgia, de adesão a um culto exterior, para essa regeneração.

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