Padre Pio

Santos(as)

Lemos no Evangelho de Mateus: “O Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve”. Podemos considerar estas palavras dirigidas por Jesus aos discípulos, em certo sentido, como uma magnífica síntese de toda a existência de Padre Pio de Pietrelcina. A imagem evangélica do “jugo” recorda as numerosas provas que o humilde capuchinho de San Giovanni Rotondo teve que enfrentar. Hoje contemplamos nele como é suave o “jugo” de Cristo e verdadeiramente leve o seu fardo quando é carregado com fiel amor. A vida e a missão do Padre Pio testemunham que as dificuldades e os sofrimentos, se forem aceitos por amor, transformam-se num caminho privilegiado de santidade, que abre perspectivas para um bem maior, que só Deus conhece.

Não é porventura precisamente a “glorificação da Cruz” o que mais resplandece em Padre Pio? Como é atual a espiritualidade da Cruz vivida pelo humilde Capuchinho de Pietrelcina! Em toda a sua existência, ele procurou conformar-se cada vez mais com o Crucificado, tendo a clara consciência de ter sido chamado para colaborar de modo peculiar na obra da redenção. Sem esta referência constante à Cruz não se compreende a sua santidade. No plano de Deus, a Cruz constitui o verdadeiro instrumento de salvação para toda a humanidade e o caminho proposto explicitamente pelo Senhor a todos aqueles que desejam segui-l’O. O Santo Frade do Gargano compreendeu isto muito bem, e na festa da Assunção de 1914 escreveu: “Para alcançar a nossa única finalidade é preciso seguir o Chefe divino, o qual deseja conduzir a alma eleita unicamente pelo caminho que ele percorreu, isto é, pelo caminho da abnegação e da Cruz” (Epistolário II, pág. 155).

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